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Profissão valoriza-se com a nova lei

 

A Lei nº 6.530/78, assinada pelo presidente Geisel, regulamentou a profissão do Corretor de Imóveis e trouxe inúmeras vantagens para a classe. As pessoas que davam pouco valor a esta atividade passaram a conhecer melhor seus aspectos técnicos. A exigência de uma formação mínima para o exercício da profissão também contribuiu para que a mesma fosse reconhecida pela sociedade. Em São Paulo e no Rio Grande do Sul já existiam cursos de formação profissional, e em Pernambuco entrariam em funcionamento a partir do segundo semestre de 1978.

Entretanto, um aspecto da nova lei chamou a atenção da liderança da categoria: o Decreto-lei nº 81.871, de 29 de junho de 1978, que regulamentou a Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978, assinado pelo presidente da República, estabelecia que, além daqueles que possuíssem o título de Técnico em Transações Imobiliárias, poderiam exercer a profissão de Corretor de Imóveis os profissionais inscritos nos termos da Lei nº 4.116/62, desde que requerendo a revalidação da sua inscrição.

Em São Paulo, o Creci 2ª Região deu início a uma campanha, convidando todos os profissionais inscritos a se dirigirem ao conselho, ainda instalado na rua Xavier de Toledo, para que revalidassem a sua inscrição. "Nesta carta publicada nos jornais, retratava a entrada em vigor da Lei nº 6.530 a legalização da profissão, trazendo maior número de exigências para os Corretores que se registrassem depois da sua publicação. A carta foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo durante trinta dias. Mais de 5 mil inadimplentes legalizaram sua situação, outros 5 mil procuraram o Creci e mais de 15 mil processos ficaram pendentes. Na época o Creci conseguiu uma arrecadação extraordinária. Quando, no ano seguinte, Waldyr Luciano era o presidente do Creci 2ª Região/SP, os fundos possibilitaram a construção do Edifício do Corretor de Imóveis.

Fizemos o recadastramento de todos os Corretores, conta Antônio Benedito Gomes Carneiro, ex-presidente do Creci 2ª Região.

Houve uma verdadeira corrida para o registro profissional junto aos conselhos regionais de fiscalização da atividade, conta Waldyr Luciano, então tesoureiro do Creci SP. Logo após a publicação da nova lei, a entidade recebeu mais de setecentos pedidos de registro. Esses requerimentos foram anexados a outros 2300 que estavam em andamento.

As imobiliárias também se inscreveram em massa, pois os Corretores que não se legalizassem em tempo só poderiam constituir a sociedade de acordo com o que estava previsto na nova lei. O artigo 6º, parágrafo único, as pessoas jurídicas deveriam ter um Corretor de Imóveis como sócio, gerente ou diretor, individualmente inscrito.

Segundo Antônio Benedito Gomes Carneiro, presidente do Creci em 1978, em declaração dada ao jornal Gazeta Mercantil, em 18 de maio de 1978, "enquanto a lei não fosse regulamentada, o que seria feito em trinta dias, o Creci diminuiria a intensidade da fiscalização quanto ao cumprimento das novas exigências. Passando esse período, todos deveriam se adaptar, pois a fiscalização seria muito mais drástica", afirmou. Carneiro também disse que em novembro dobraria o número de fiscais.

A Compra do Edifício do Creci 2ª Região

Edifício do Corretor de Imóveis, na rua Pamplona 1200, sede da   categoria profissional paulista

Edifício do Corretor de Imóveis, na rua Pamplona 1200, sede da categoria profissional paulista

Esta é a trincheira que não se rendeu,
a que deu à terra o seu suor,
a que deu à terra o seu sangue!
Esta é a trincheira que não se rendeu:
a que é a nossa bandeira gravada no chão
pelo branco do nosso ideal
pelo negro do nosso luto
pelo vermelho do nosso coração!
a que, atenta, nos vigia;
a que, invicta, nos defende,
a que, eterna, nos glorifica. Guilherme de Almeida
Oração ante a última trincheira

Os versos imortais de Guilherme de Almeida, em seu poema "Oração ante a última trincheira", foram as primeiras palavras do discurso de João Roberto Malta, presidente do SCIESP, na inauguração do Edifício do Corretor de Imóveis, na rua Pamplona 1200, sede da categoria profissional paulista.

Com o grande volume arrecadado com as inscrições em São Paulo, as diretorias do Creci e do SCIESP deram início à licitação de compra de uma nova sede. A antiga, situada à rua Xavier de Toledo, era pequena para o número de associados, inviabilizando o seu funcionamento. Além disso, o edifício funcionava em péssimas condições físicas e de segurança. Por ser muito velho, apresentava sinais de deterioração, com a infra-estrutura em precárias condições.

Em agosto de 1980, o assunto da nova sede foi alvo de intensos debates nas reuniões de diretoria do sindicato e do Creci, já que as duas entidades funcionavam no mesmo edifício. Em seu discurso de posse, realizado em 1º de julho de 1980, João Roberto Malta afirmou aos quase 1500 convidados e autoridades que a transferência da sede também devia-se às mudanças de hábito e da necessidade de localização de estabelecimentos comerciais, consultórios e escritórios em regiões mais distantes do centro antigo de São Paulo.

Todas essas necessidades não poderiam esperar pela construção de uma nova sede. Por isso partiu-se para a compra. Não faltaria, certamente, o empenho de Corretores de Imóveis de toda a cidade para a identificação do melhor negócio para a sua própria entidade.

Por intermédio de editais publicados no jornal O Estado de S. Paulo, a categoria participou ativamente da escolha de sua nova sede própria. "Diariamente chegavam ofertas de imóveis, minuciosamente analisadas pela diretoria, algumas fora da verba disponível, outros com problemas de localização, de construção inadequada ou inadaptável, alguns com pouca metragem e outros maiores que a necessidade ou capacidade financeira. Dentre as propostas, destacou-se a de um edifício situado à rua Pamplona, (Zona Sul de São Paulo, entre a avenida Nove de Julho e junto à avenida Paulista). Um prédio moderno, com nove andares, 4500 metros quadrados e dois subsolos de garagens, com 20 vagas para automóveis.

 Inauguração da nova sede: Luiz Alberto Caldas de Oliveira, José   Papa Jr., Murilo Macedo, João Roberto S. Malta, Lelis Vieira.

Inauguração da nova sede: Luiz Alberto Caldas de Oliveira, José Papa Jr., Murilo Macedo, João Roberto S. Malta, Lelis Vieira.

A aquisição da nova sede foi levada à plenária do Conselho Federal, juntamente com a avaliação realizada pela empresa Júlio Bogoricin Imóveis, vencedora da licitação e de um memorial descritivo do prédio, a ser adquirido em conjunto pelo Creci 2ª Região/SP e pelo SCIESP. O clima na plenária era de não-aprovação da intenção do Creci paulista. A exposição dos motivos e fundamentos foi feita pelo presidente do Creci na época, Waldyr Luciano, e foi determinante para reverter a tendência da rejeição do pleito pela compra da sede. Após os debates, foi posto em votação o pedido de autorização para a aquisição da nova sede. A plenária aprovou a compra, desde que a parte que seria financiada fosse totalmente paga até o fim do mandato de Waldyr Luciano.

O Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo aprovou a compra da nova sede, em parceria com o Creci, após a realização de uma assembléia, considerada como a mais extraordinária de toda a sua história, estando presentes todos os ex-presidentes ainda vivos na ocasião: Newton Bicudo, Gilberto Nascimento, Luiz Alberto Caldas de Oliveira, Elpidio Eugênio Mônaco, Waldyr Luciano, e dezenas de ex-diretores do sindicato e todo o conselho fiscal, sendo a assembléia presidida por Antônio Domene Sobrinho. Quase mil corretores filiados ao sindicato se acotovelaram no prédio da rua Xavier de Toledo, lotando o plenário e congestionando os corredores até a rua do velho prédio. Mais de 85% dos presentes aprovaram a compra da nova sede. A aquisição foi fruto de uma correta e inteligente aplicação de recursos, provenientes das inscrições dos profissionais e de financiamento da Caixa Econômica Federal.

Assinatura da compra da sede do Creci/SP; na foto Waldyr Luciano e   João Roberto Malta, abaixo, de pé, vários líderes de outros estados,   sentados, ao centro Waldyr Luciano, a sua dir.João R. Malta, a sua esq.   Aref Assreuy

Assinatura da compra da sede do Creci/SP; na foto Waldyr Luciano e João Roberto Malta, abaixo, de pé, vários líderes de outros estados, sentados, ao centro Waldyr Luciano, a sua dir.João R. Malta, a sua esq. Aref Assreuy

Assinatura da compra da sede do Creci/SP; na foto Waldyr Luciano e João Roberto Malta, abaixo, de pé, vários líderes de outros estados, sentados, ao centro Waldyr Luciano, a sua dir.João R. Malta, a sua esq. Aref Assreuy

A inauguração do Edifício do Corretor de Imóveis, no dia 18 de dezembro de 1981, teve ampla cobertura da imprensa, que deu especial destaque à grande quantidade de autoridades e convidados presentes, e que naturalmente retratou a empolgação de todos diante da nova sede. Diversas imobiliárias da cidade de São Paulo publicaram anúncios nos jornais saudando e destacando a importância do fato. Entre as autoridades, destacaram-se as presenças do ministro do Trabalho, Murillo Macedo, paraninfo da solenidade, do presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, José Papa Jr.,do presidente do Cofeci, Aref Assreuy, do patrono da classe e ex-ministro do Trabalho, Arnaldo Prieto, dos presidentes dos Crecis de outros Estados, presidentes dos sindicatos e associações de Corretores de Imóveis de todo o Brasil.

Novos Conselhos são fundados no Brasil

Logo após a regulamentação definitiva da profissão pela Lei nº 6.530/78, foram fundados outros conselhos regionais de Corretores de Imóveis. Alguns Estados contavam com sub-regiões, coordenados pelo Creci do Estado mais próximo.

Inauguração do Creci do Rio Grande do Norte (1981)

Inauguração do Creci do Rio Grande do Norte (1981)

No final da década de 70 e início da de 80 foram criadas as seguintes regiões:

  • Creci 14ª Região/MS, Creci 15ª Região/CE, Creci 16ª Região/SE, Creci 17ª Região/RN e Creci 18ª Região/AM - criados em 6 de novembro de 1978.
  • Creci 19ª Região/MT, Creci 20ª Região/MA, Creci 21ª Região/PB,Creci 22ª Região/AL - criados em 11 de março de 1979.
  • Creci 23ª região/PI - criado em 2 de maio de 1979.
  • Creci 24ª Região/RO - criado em 30 de março de 1984.
  • Creci 25ª Região/TO - criado em 1991 (Resolução nº 295/91).

Bastidores: a história da profissão no Estado do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Em 20 de janeiro de 1963 um grupo de Corretores formado por Amaro de Castro Lima, Nelson Tavera, Francisco Espíndola Neto, Nagibio Ouvires, Equicio de Figueiredo e Ubirajara Roher fundou a Associação de Corretores de Imóveis do Mato Grosso. Ubirajara, sem dúvida, pode ser considerado um dos Corretores mais polêmicos. Ele conta: "Desde a fundação da associação e das demais entidades, nunca aceitei cargo na diretoria. Amaro assumiu a presidência. Pelo fato de ele ser simpatizante do PC do B, no período da ditadura militar a associação foi fechada. Anos depois, por iniciativa de outros Corretores, foi reativada".

Entre 1968 e 1970, ele foi convidado a assumir a diretoria da associação, sendo candidato da chapa única, vencedora. Nessa época, conseguiram a sua transformação em Sindicato de Corretores de Imóveis. "Minha principal batalha foi pela criação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Estado. Desta forma, teríamos a profissão totalmente fiscalizada e regulamentada. O primeiro passo foi o registro do Estado como jurisdição do Creci 2ª Região/SP (presidência de Antônio Benedito Gomes Carneiro). Para tanto, era necessário um representante de Campo Grande na diretoria do Creci/SP. Naquela época, conseguimos com que quarenta profissionais se filiassem, sendo que havia outros mil por registrar", explica.

Um convite para que Ubirajara participasse de uma reunião do Cofeci, pelo Creci/SP, foi fundamental para que desse início a uma campanha que resultou na criação dos doze conselhos regionais de Corretores de Imóveis, a partir de 1978. Na ocasião fez contato com as principais lideranças do país, entre elas, o presidente do Creci 7ª Região/PE, Mariano Carneiro. Na época, Pernambuco era o único regional do Nordeste, e todos os demais Estados eram delegacias. Desta forma, Mariano tinha grande influência política.

Em seguida, fui indicado representante do Mato Grosso na eleição do Creci/SP, passando a fazer parte do grupo que batalhou pela aprovação da Lei nº 6.530/78. Fiz contato com o ministro Arnaldo Prieto, de quem já era amigo pessoal. Na reunião ele me reconheceu, e passei a ser conhecido pelos demais líderes como o "amigo" do ministro. Mesmo assim, no dia da eleição, Luiz Alberto Caldas de Oliveira, então presidente do Sindicato, vetou o meu nome, dizendo que não era associado. Este fator não poderia ser impeditivo, já que era credenciado ao Creci, e candidato nessa entidade". Entrei com um mandato na justiça, impedindo a continuidade da eleição.Rubens Coelho, com toda a diplomacia que lhe era peculiar, me convidou para um almoço com o Luiz Alberto Caldas de Oliveira. Pediu-me, pelo bem da classe, que cancelasse o mandato com o compromisso de ajudar a aprovação da criação do Creci em Mato Grosso do Sul (14ª Região), após as eleições, diz Ubirajara.

Desta forma, ele não recorreu, garantindo a eleição. Graças a este fato, não só o Estado de Mato Grosso do Sul teve seu Conselho Regional de Corretores de Imóveis criado, como também outros onze Estados brasileiros. "Edmundo Carlos Freitas Xavier, presidente do Cofeci, fez inúmeras reuniões plenárias, até que os Crecis fossem criados. Fui até São Paulo, defender a criação do Creci 14ª Região, com a aprovação do Creci/SP. Nesse processo, destacou-se a participação de Antônio Benedito Gomes Carneiro, presidente da 2ª Região na época, João Martinho Creto Reis, vice-presidente do Cofeci, Walter Ahrens, presidente do Creci 2ª Região/SP antes de Antônio B. G. Carneiro", confirma.

O Creci 14ª Região tinha 51 Corretores inscritos. Era necessário mais um para compor a diretoria. Havia um profissional do Rio Grande do Sul que estava se mudando para lá. Como o presidente do Cofeci estava presente, despachou sua transferência na mesma hora, viabilizando a eleição da chapa. Ubirajara Roher foi o primeiro presidente do Creci 14ª Região. "No mesmo ano, conseguimos o credenciamento de um grande número de Corretores. Recebemos uma visita da auditoria contábil do Cofeci e de uma previsão inicial de déficit, fechamos o primeiro ano de mandato com um superavit", finaliza. Ubirajara foi conselheiro federal por nove anos, foi diretor para assuntos legislativos e vice-presidente do Cofeci, presidente do Creci em três gestões, sendo substituído por Manoel Carlos Lemos. Recebeu o título "Colibri de Prata".

Criação do sindicato

A carta sindical foi entregue aos Corretores do Estado (MS) no dia 7 de junho de 1979, pelo ministro Arnaldo Prieto. "Entre os Corretores da diretoria estava Júlio Campos, que se tornou senador do Estado do Mato Grosso. Arnaldo Prieto fez questão de entregar pessoalmente a carta sindical no Estado, entre dezenas que seriam entregues para outras categorias. Este foi o único Creci que não surgiu de um sindicato. Após a criação do Creci, a associação tornou-se Sindicato de Corretores de Imóveis do Mato Grosso do Sul. Na solenidade, também estava presente o presidente da República, Ernesto Geisel.

Ubirajara Roher o primeiro presidente do Sindicato, antes disto, trabalhou para a aquisição da primeira sede do Creci. Mais tarde, o presidente do Cofeci, Waldyr Luciano o nomeou presidente interventor do Creci/MS, em seguida, decidiu abandonar a liderança do setor, passando a se dedicar como empresário do segmento imobiliário.

Carlos Roberto "Charles" F. Gonçalves

Nos anos 70 Carlos Roberto Figueiredo Gonçalves era professor dos dois mais importantes cursos preparatórios para o vestibular em São Paulo: o Anglo e o Objetivo. O estudante de medicina abandonou a faculdade para lecionar química, até que foi convidado para coordenar a disciplina em um novo colégio do Anglo em Campo Grande (MS). Apaixonou-se por uma aluna, filha de um importante Corretor de Imóveis da Região, o comendador Júlio Martins Ribeiro (fundador de Chapadão do Sul). Casaram-se.

Charles, apelido que ganhou de seus alunos, continuou a lecionar em diversas cidades do interior de São Paulo, até que foi convidado pelo sogro a ingressar no mercado imobiliário. Estudou, conheceu melhor a profissão, fez o curso de Técnico em Transações Imobiliárias e pouco antes de a Lei nº 6.530 ser aprovada, credenciou-se no Creci. Em 1981 já administrava seu próprio negócio, a "Charles Empreendimentos Imobiliários". Restou-lhe, dos tempos de professor, o apelido, que foi incorporado ao seu nome de batismo e ao da sua empresa.

Entretanto, o dinamismo do professor não deixou de estar presente na sua nova atividade. Charles planejou-se para em dez anos dirigir a mais importante imobiliária do Estado, especializada em imóveis rurais. Paralelamente, iniciou suas atividades de representação da categoria, foi presidente do Creci, do sindicato e do Secovi em Campo Grande. Em todas elas, construiu sedes magníficas, dando um novo impulso à profissão.

No dia 26 de julho de 1996 inaugurou a sede do Creci/MS, considerada a mais bonita do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Brasil. Além da diretoria do Cofeci, compareceram os ministros Paulo Renato (Educação) e Almir Pazzianoto (Trabalho), além de personalidades como Carlos Alberto Chiarelli e Arnaldo Prieto (ex-ministros do Trabalho). A nova sede tem quatro pavimentos, garagem, terraço, espaço para recreação e um auditório. Toda a área foi disponibilizada para o atendimento das necessidades dos Corretores de Imóveis do Estado do Mato Grosso do Sul.

Presidentes do Cofeci nas décadas de 70, 80 e 90:

  • 1978-85 - Aref Assreuy
  • 1985-88 - Aref Assreuy (Waldyr Francisco Luciano)
  • 1988-97 - Waldyr Francisco Luciano
  • 1997-2000 - Waldyr Francisco Luciano

Álbum de Rio Preto/1981. Foto de Aref, então presidente do Cofeci

Álbum de Rio Preto/1981. Foto de Aref, então presidente do Cofeci

 

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