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Personagens dos anos 80 e 90

 

Na liderança da categoria, destacaram-se personagens como Waldyr Luciano e João Roberto Malta, seja pelas memoráveis conquistas, seja pela compra da nova sede do Creci/SP e SCIESP, e em especial de Waldyr Luciano pela liderança frente ao Cofeci até a data da publicação deste livro.

Por outro lado, estão os "donos da receita de vender imóveis", ases da corretagem que comandam o mercado imobiliário de São Paulo. Uma matéria publicada pela revista Veja, em 1º de outubro de 1986, destacava a venda de seiscentas casas e apartamentos na cidade de São Paulo por dia, resultando em um montante que seria suficiente para o pagamento do serviço da dívida externa brasileira:

Uma máquina formidável que produz compras e vendas no setor imobiliário, onde trabalham mais de 200 mil pessoas na edificação de novos prédios, algo como a população de uma cidade de porte como Bauru (região oeste do Estado de São Paulo). Na outra ponta do sistema, perto do comprador, atua uma rede de 3460 empresas envolvidas no negócio da administração e venda de imóveis. São eles, os corretores, e sobretudo os magnatas que empregam os responsáveis pelo fechamento da cadeia iniciada nas fundações de um edifício e encerrada com um cheque preenchido pelo comprador satisfeito. Os grandes nomes da corretagem estão contribuindo para alterar a fisionomia de São Paulo ao mesmo tempo em que fazem girar o produto, o imóvel, que experimentou um índice de valorização de 50% em 1986 e deu um impulso decisivo na construção civil.

Waldyr Luciano

Waldyr Francisco Luciano começou sua atividade na corretagem de imóveis em 20/8/1959, na Praça da Liberdade (região central da cidade de São Paulo), trabalhando na Imobiliária Clineu Rocha como promotor de vendas. Nesta empresa atuou até 1966, tendo batido recordes de obtenção de autorizações de vendas. Luciano "tirava", em média, quarenta opções de venda por mês. Procurava por imóveis que tivessem faixa de preço compatível com o perfil dos clientes que visitavam a imobiliária.

Roberto Marinho mostra a placa comemorativa gravada a laser

Waldyr Luciano
Presidente do Cofeci até o ano 2000

A escolha desta imobiliária não poderia ser diferente pois todos os Corretores na época sonhavam em trabalhar para a Clineu Rocha. No início dos anos 60, esta imobiliária era a maior anunciante de imóveis classificados do Estado de São Paulo, e certamente de todo o país. Clineu Rocha transformou o mercado imobiliário. Numa época em que poucos possuiam automóveis e as maiores imobiliárias estavam localizadas no centro de São Paulo, o Corretor trabalhava com a Opção de Venda até a concretização da compra, recorda-se Waldyr Luciano.

A atuação de destaque na imobiliária de Clineu Rocha fez com ele fosse convidado por Gilberto Nascimento a trabalhar na sua empresa como gerente. Anos depois foi contratado pelo Escritório Ofal - Ofasa, como gerente geral. Estas empresas eram as Imobiliárias de maior porte na cidade de São Paulo na época. Em todas elas Waldyr Luciano teve atuação de destaque. A experiência adquirida o levou a administrar seu próprio negócio: no dia 16 de fevereiro de 1971 abria a Waldyr Luciano Imóveis.

Seu interesse pelo mercado imobiliário foi ampliado pela participaçãona maioria dos congressos de Corretores de Imóveis do Brasil e em alguns no exterior, como o II Congresso Nacional de Agentes de La Propriedad Imobiliária em Madrid, em companhia de Rubens Coelho, e o Congresso Realizado pela Fiabci em Jerusalém.

Entretanto, uma visita aos Estados Unidos em 76, representou um dos maiores divisores da carreira. Nesse país Waldyr Luciano conheceu uma nova maneira de atuação no mercado imobiliário. Todos os Corretores de Imóveis estavam ligados a uma Associação, ainda não informatizada mas extremamente eficiente. Esta entidade funcionava como um grande banco de dados, com toda a oferta de imóveis. Por meio de consultas ao cadastro, os Corretores poderiam escolher, entre as ofertas, aquela que melhor atendesse as necessidades de seu cliente. Fiquei impressionado com esta organização, imaginando como poderia funcionar no Brasil. Em função da dimensão do nosso mercado, da pouca difusão da informática e da diferença de perfil da profissão, naquele momento ainda não teríamos condições de implantar este tipo de sistema no Brasil, comenta Luciano.

Esta experiência foi muito importante. Com o crescimento dos sistemas informatizados de venda no Brasil, Waldyr Luciano foi um dos primeiros empresários e líderes da categoria a apoiar sistemas que unissem todas as ofertas em um único banco de dados, como aquele norte-americano que teve a oportunidade de conhecer na década de 70.

Idéias e Resultados

Waldyr Luciano foi eleito primeiro tesoureiro do Creci 2ª Região/SP de 1976 a 1978 (gestão de Antônio Benedito Gomes Carneiro), sendo eleito presidente da entidade na gestão seguinte (1978-82) e reeleito (1982-85). Uma das maiores contribuições para a categoria, em São Paulo, foi o trabalho em prol da compra do Edifício do Corretor de Imóveis, em parceria com o SCIESP.

A compra do edifício do Creci foi o resultado de uma importante estratégia, que teve um de seus momentos mais marcantes na plenária de Manaus. O Creci de São Paulo não contava com o apoio da Diretoria do Cofeci, presidida na época por Areff, para a compra de sua nova sede. Entretanto, essa plenária foi favorável à compra. Isto só foi possível após longas horas de conversas com cada um dos conselheiros, mostrando e comprovando as vantagens da aquisição do imóvel. "Nada mais fiz que colocar na prática minha experiência como Corretor de Imóveis", relembra.

No ano seguinte à conclusão de seu segundo mandato no Creci/SP, Waldyr Luciano assumiu a presidência do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), sendo reeleito por quatro mandatos consecutivos. Sua gestão no Cofeci pode ser considerada uma das mais importantes para toda a categoria, em diversos ramos de atuação. Destaca-se sua preocupação com a valorização da atividade do Corretor, por meio da edição de Resoluções como a de nº 458/95, que dispõe sobre a obrigatoriedade do registro profissional em documentos e anúncios publicitários e também sobre número do registro ou incorporação imobiliária, por exemplo.

Luciano apoiou a realização de diversos seminários e congressos, contribuindo para a melhoria da formação profissional. Na sua gestão, também foi editado por duas vezes o livro de Legislação do Cofeci, contendo as resoluções e leis mais importantes para toda a categoria. Na sua segunda edição o livro também foi publicado em forma de fichário, possibilitando a sua atualização com a publicação de novas resoluções, sem que haja a necessidade de uma terceira edição.

Waldyr Luciano também participou de outras entidades, sempre defendendo a causa do Corretor de Imóveis. Foi diretor quarto secretário do Centro do Comércio do Estado de São Paulo (1981 a 1983) e sexto vice-presidente (1984 a 1986), além de sócio titular da Câmara de Valores Imobiliários.

Gestão ativa

Nas gestões de Waldyr Luciano, como presidente do Cofeci, foi criado o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Tocantins - Creci 25ª Região. Importantes resoluções para o futuro da categoria são outro destaque:

A Resolução nº 273/90 (341/92): criou a figura do estagiário e seu registro junto aos Crecis;

  • A Resolução nº 325/92 - Criou os Crecicon - juntas conciliatórias com o objetivo de buscar soluções imediatas e acordos entre o Corretor e o cliente, ou outras partes em conflito, antes da formalização do processo disciplinar;
  • A Resolução nº 126-A/01 - Criou a "medalha de prata" para agraciamento de conselheiros federais efetivos após o terceiro mandato e de todos os ex-presidentes dos Crecis;
  • A Resolução nº 335/92 - Criou o anel símbolo do Corretor de Imóveis;
  • A Resolução nº 449/95 - Possibilitou a concessão da comenda Colibri de Ouro a dirigentes na ativa;
  • A Resolução nº 457/95 - Instituiu o Recadastramento Nacional dos Corretores de Imóveis, com a finalidade de conhecer o número exato de Corretores na ativa e fortalecer a fiscalização do exercício profissional;
  • A Resolução nº 258/95 - Instituiu a obrigatoriedade de contrato escrito de intermediação imobiliária, com exclusividade. Ou seja, somente um Corretor ou imobiliária pode ser autorizado pelo proprietário a comercializar seu imóvel ou anunciá-lo publicamente.

Melhor atendimento ao Corretor de Imóveis

A gestão de Waldyr Luciano pode ser considerada como a que mais investiu na modernização das sedes dos Crecis e no atendimento aos Corretores de Imóveis. Os conselhos regionais são estruturados. A maioria deles recebeu auxílio para a compra de terrenos, construção ou reforma dos regionais. A mais nova sede é o Creci Piauí, inaugurada em novembro de 1998.

  1. Creci 7ª Região/PE - recebeu empréstimo para adquirir sua nova sede, com 380 m² de área construída, saindo de duas salas do centro de Recife, local congestionado, para uma ampla residência localizada em um bairro nobre da cidade, com instalações condizentes, garagem, estacionamento e terreno para futura ampliação.
  2. Creci 8ª Região/DF - o presidente Luiz Carlos Attié recebeu auxílio financeiro para adquirir uma excelente sede, com cerca de 1.927 m² (segunda maior sede de Creci do Brasil), localizada no quarto andar do Edifício CONIC (mesmo prédio onde está sediado o Cofeci).
  3. O Creci 9ª Região saiu de uma sede alugada, acanhada, para uma ampla residência de dois andares, com aproximadamente 360 m² de área construída, localizada em um bairro nobre e próximo ao centro (de fácil acesso). A sede foi adquirida em 1992.
  4. Creci 11ª Região/SC - o presidente interino Curt Antônio Beims, devido ao pedido de licença do titular, Celso Pereira Raimundo, adquiriu mais um andar contíguo à sede antiga, duplicando a área da sede anterior. O Cofeci emprestou parte dos recursos.
  5. O Creci 14ª Região/MS recebeu um empréstimo, concedido ao presidente Carlos Roberto de Figueiredo Gonçalves - Charles, uma das que mais construiu uma das mais belas sedes entre os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis, com três andares, fonte luminosa e cascata, amplo e moderno auditório inclinado, equipado com toda a tecnologia eletrônica, local para reuniões, festividades etc.
  6. Creci 15ª Região/CE - o Cofeci auxiliou na reforma de sede antiga, localizada no bairro nobre de Aldeota, em Fortaleza. Em novembro de 1996 emprestou recursos para a troca da sede por outro imóvel maior, também na aldeota.
  7. Creci 16ª Região/SE - numa primeira fase, o Cofeci enviou recursos para a compra de sede atual, com aproximadamente 110 m² de área. No final de 1995 complementou a verba para a compra de um terreno contíguo, que permitirá uma futura ampliação.
  8. Creci 17ª Região/RN - sua sede foi adquirida em 1992, na gestão do presidente José Ramos dos Santos, com recursos repassados pelo Cofeci. O prédio, de esquina, tem 101 m², quatro salas e demais dependências.
  9. Creci 19ª Região/MT - o Cofeci auxiliou com um empréstimo desde a gestão do presidente Francisco D' Araújo Calháo, na compra do terreno. Na gestão do presidente Ruy Pinheiro de Araújo, contribuiu para a construção de uma moderna e bem localizada sede, com cerca de 320 m² de área, contendo auditório, sala de reuniões etc.
  10. Creci 20ª Região/MA - o presidente Douglas Pinho recebeu um empréstimo para reformar a sede, composta inicialmente por um prédio residencial modesto, mas bem localizado em São Luís.
  11. Creci 21ª Região/PB - na gestão do presidente Hermógenes Paulino do Bonfim foi repassado pelo Cofeci um empréstimo para a compra de atual sede, adquirida em 1995. Trata-se de uma ampla edificação, com 730 m² de área construída, estacionamento e 22 dependências internas.
  12. Creci 22ª Região/AL - o imóvel foi adquirido em 1996, na gestão do presidente Jorge Tavares Salgueiro, com auxílio financeiro do Cofeci. O prédio residencial localiza-se no bairro do Farol, região central, tem garagem e cerca de 220 m² de área construída.
  13. Creci 25ª Região/TO - 90% dos recursos foram emprestados pelo Cofeci para a compra do terreno e construção da sua sede. Com arquitetura moderna e 475 m² de área útil, distribuída em dois pavimentos, o prédio tem salas para os Corretores, um auditório com um moderno sistema de recepção de TV via antena parabólica e teleconferência, além de outras acomodações.

Com a construção da sede do Creci 23ª Região/Piauí, Waldyr Luciano concretizou um grande sonho de toda a categoria: todos os Crecis passaram a ter sede própria.

Estrutura de funcionamento

Além do auxílio para compra ou reforma destas sedes/terrenos, o Cofeci também incentivou a modernização de equipamentos (compra de microcomputadores) pelos Crecis, dando maior agilidade ao atendimento dos Corretores de Imóveis.

Outra importante atividade foi o investimento em fiscalização, revolucionando a atuação do Conselho Federal. Nessa área, além do investimento em carros, por meio de um convênio com o Creci 2ª Região/SP, realizou diversas diligências de treinamento nos Crecis.

Durante o ano de 1996 a diretoria de fiscalização do Cofeci, por intermédio da Equipe Nacional de Fiscalização, coordenada por Francisco Zagari Neto, promoveu uma intensa e pioneira ação fiscal em diversas regiões do Brasil. Seu objetivo foi padronizar o uso de formulários e procedimentos, trocar informações e aumentar a eficácia dos Crecis no combate aos falsos Corretores. No total foram visitados catorze Estados do Brasil. Em 206 dias úteis de trabalho e 183,5 mil quilômetros percorridos, foram lavrados 7568 autos de constatação, 545 autos de infração e 1690 notificações. Por onde passou, a equipe de fiscalização contou com o apoio das secretarias de Segurança Pública nos Estados.

O conhecimento e técnica desenvolvidos em São Paulo transformou em prática o ditado de que mais vale ensinar a pescar do que dar o peixe. Através do convênio assinado com o Creci de São Paulo, os fiscais mais experientes transmitiram em diversas regiões do Brasil sua maneira eficaz de fiscalização, afirma Luciano.

João Roberto Seabra Malta

Neto de um dos primeiros corretores da Paulicéia, João Roberto Seabra Malta ingressou nas atividades da categoria profissional em 1972. Dois anos depois foi eleito secretário-geral do Sindicato de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo, sendo um dos responsáveis pela evolução econômica e política da categoria.

Ao contrário das lideranças da época, Malta entendeu que o permanente contato com a imprensa era extremamente importante, não se furtando, por isso, à participação de qualquer entrevista ou programas de rádio e televisão. Dessa forma, contrariou os mais conservadores, mas, por outro lado, obteve a divulgação, junto à opinião pública, dos angustiantes problemas do Corretor, do proprietário, do inquilino e do condomínio.

Na sua especialidade, administração predial, participou ativamente da elaboração de toda a tramitação que culminou, em 1979, na mais famosa Lei do Inquilinato (6.649). Outra atividade de destaque foram os programas internacionais de visitas, representando os Corretores brasileiros no Japão, em companhia de Luiz Alberto Caldas de Oliveira.

Voltado inteiramente para um sindicato forte e contando com o apoio dos antigos presidentes, Luiz Alberto Caldas de Oliveira e Gilberto Nascimento, abriu quase uma dezena de agências do sindicato em pontos estratégicos no Estado de São Paulo. Mais tarde, essas agências se fundiram com as delegacias do Creci, sendo a base de uma categoria integrada e unida.

Preocupado da mesma forma com a união, em termos nacionais, dirigiu, com rara felicidade, o 9º Congresso dos Corretores de Imóveis, do qual o presidente Ernesto Geisel promulgou a Lei nº 6.530/78, que ampara a categoria. Culto e voltado para o problema social, juntamente com Luiz Alberto Caldas de Oliveira e com o apoio das bases, preparou grande parte dos currículos para os cursos supletivos de Técnico em Transações Imobiliárias, com o que a profissão alcançou a maturidade.

Na primeira foto, Malta, ao centro, durante a solenidade presidida   pelo ministro Jair Soares.

Na primeira foto, Malta, ao centro, durante a solenidade presidida pelo ministro Jair Soares.

Da esq. para a dir.: Jair Soares ( Min. da Previdência), Rogério   Paiva, Malta e Arnaldo Prieto (Min. do Trabalho)

Da esq. para a dir.: Jair Soares ( Min. da Previdência), Rogério Paiva,Malta e Arnaldo Prieto (Min. do Trabalho)

Sua administração sempre esteve direcionada para todos estes problemas, tendo grande contato em Brasília com líderes de bancadas e autoridades. Entretanto, considerando incertezas, não hesitou, com o advento da Lei nº 6.530, em canalizar os fartos recursos, então angariados com a inscrição de milhares de Corretores, para dar à categoria uma sede à altura da sua grandeza.

Roberto Capuano

Primeiramente, Roberto Capuano foi bancário. Iniciou suas atividades no mercado imobiliário em 1964, quando a comissão era de 3%. Sua atuação foi caracterizada por um estilo organizado de trabalho, dividindo o cliente por tempo de dedicação/fechamento do negócio - em longo, médio e curto prazos. Graças a este sistema passou a ser chefe dos plantonistas da imobiliária onde trabalhava. Com esta nova profissão, passou a receber dez vezes mais que no banco. Entre as imobiliárias por onde passou, destacam-se as de Gilberto Nascimento e a de Olfal Ofasa (cujo gerente geral era Waldyr Luciano).

O sistema criado por Capuano, de organização do trabalho e divisão do tempo em função do fechamento do negócio, foi levado a todas as imobiliárias nas quais atuou. Fazia fichas com a autorização para comercialização dos imóveis. Nelas anexava o planejamento do trabalho, a avaliação do imóvel e a combinação, preço e condições de pagamento. Capuano também realizava um trabalho de relações-públicas com as construtoras (captação) antes mesmo da conclusão do prédio. Este sistema lhe rendeu uma grande carteira de imóveis. Com o estoque, preparava a venda com alternativa por grupos com faixas de preços.

Foi convidado para ser chefe de vendas na Ofasa, criando a estratégia de espírito de equipe. Fazia treinamento com técnica de vendas, apresentava várias alternativas para os clientes e fechava o negócio em duas salas separadas (em uma ficava o vendedor e na outra o comprador), para conseguir agilizar o processo e obter bons preços. Sua equipe foi campeã de vendas. Com o fechamento da Ofasa, foi para a Gilberto Nascimento Imóveis, onde era chefe de vendas e usava a mesma estratégia.

Montou sua própria empresa em 1973, introduzindo o conceito "O que importa é a empresa e não o Corretor". Conseguiu vender mais de 3 mil imóveis em treze anos de existência.

Iniciou sua participação no Creci a convite do presidente Waldyr Luciano. Em 1982 seu nome surgiu na composição da diretoria como tesoureiro. Em 1985 era candidato à presidência. Seu objetivo era o de promover a aproximação do Corretor com a comunidade, fomentar o financiamento ao consumidor (poupança vinculada), mudança na lei do inquilinato e na de loteamentos populares (crédito para baixa renda, criação da locação social) irrigando a base do mercado. Desde 1988 tem sido candidato à reeleição para a presidência, cargo que ocupa até os dias de hoje.

Roberto Capuano criou o projeto Creci 2000, um programa de modernização da forma de atuação dos profissionais que intermediam as operações com imóveis. Nessa linha, desenvolveu, em São Paulo, a primeira pesquisa nacional sobre a evolução dos preços dos imóveis usados, preparou projetos para a reformulação das legislações do inquilinato e do uso do solo, defendeu a concessão do financiamento pelo SFH diretamente ao comprador de imóveis, iniciou a informatização do processo de venda e lutou pela criação da caderneta de poupança vinculada a financiamentos habitacionais.

A reserva de mercado foi prejudicial ao público e ao Corretor, o imóvel subiu 500% em dólar, e o mercado sofreu uma redução. Hoje, o mercado pertence a uma elite, a população cresceu e o mercado diminuiu, e mais de 95% dos Corretores trabalham com imóveis usados. Com o culto ao proprietário, o Corretor virou secundário, afirma.

Observando este cenário, como presidente do Creci 2ª Região/SP, sua atuação teve os seguintes objetivos: criar identidade entre o corretor e a comunidade; aumentar o rigor na fiscalização para afastar e punir maus profissionais e mostrar a atuação do Creci em defesa dos interesses da comunidade; terminar com as divisões internas ou conflitos entre o SCIESP e o Creci/SP; introduzir o sistema da composição de times, aproveitando os melhores do time da chapa derrotada; resgatar a identidade do Corretor por meio da criação da Central Cooperativa de Vendas Imobiliárias, onde o respeito e valorização da profissão estão voltados para a competência (Opção de Venda) e informática.

Entre suas principais realizações frente à presidência do Creci, Capuano destacou a construção do edifício do Creci. "Recebi de Waldyr Luciano a compra do terreno. Fiz contrato de corporação, trocando o terreno por oitocentos metros de área construída (um terço do prédio). Neste edifício funciona a Central de Operações Imobiliá

 

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