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O Estadão e o Corretor

 

A relação entre a categoria dos Corretores de Imóveis e o jornal O Estado de S. Paulo é quase tão antiga quanto a fundação da categoria. Desde os primeiros anos da criação do Sindicato de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (SCIESP), eram fechados acordos altamente favoráveis aos Corretores sindicalizados, nos anúncios do jornal. E dentre todos os veículos O Estado de S. Paulo era considerado o jornal de maior expressão no mercado imobiliário.

Em decorrência dessa relação os corretores foram beneficiados com a doação de uma biblioteca pelo Estadão.

O Estado de S. Paulo de 20/10/1994, falando sobre o sucesso da   parceria entre o jornal e os Corretores de Imóveis

O Estado de S. Paulo de 20/10/1994, falando sobre o sucesso da parceria entre o jornal e os Corretores de Imóveis

O Estado de S. Paulo de 20/10/1994, falando sobre o sucesso da   parceria entre o jornal e os Corretores de Imóveis O Estado de S. Paulo de 20/10/1994, falando sobre o sucesso da   parceria entre o jornal e os Corretores de Imóveis

No dia 2 de outubro de 1994, numa parceria entre o Creci 2ª Região/SP e o O Estado de S. Paulo, foi iniciada uma campanha de valorização da profissão do Corretor de Imóveis, por meio de outdoors e anúncios no jornal destacando o papel do profissional.

O tema central da campanha, conforme declaração do gerente de marketing do Estado foi: Consultar um Corretor de Imóveis é sempre um bom negócio. Para passar esta mensagem foram publicados nove anúncios no jornal, além do envio de malas-diretas aos agentes de mercado imobiliário e outdoors em pontos estratégicos. O binômio Corretor/Estado é parte importante dos bons resultados do mercado e, por isso, não poderíamos deixar de estar ao lado deles num momento de sucesso, disse Marcos Nogueira de Sá, diretor-adjunto de classificados do Estado em 1994. Essa relação, segundo ele, traduz-se, para o consumidor, em dois serviços complementares: o consumidor coleta ofertas por meio dos anúncios publicados no jornal e depois, no estande, é atendido pelo Corretor, que o apresentará ao imóvel à venda. Essa transação é muito especial, já que a compra do imóvel é uma decisão muito séria para o cidadão médio e, durante sua vida, poucas vezes a fará.

Nogueira ressaltou que a campanha pretendia valorizar o profissional de corretagem imobiliária credenciado, ou seja, que tem habilitação para exercer a profissão após a conclusão do curso Técnico em Transações Imobiliárias. "Essa é a garantia para o consumidor de que as informações são passadas com conhecimento e correção", disse Nogueira de Sá. Uma das frases da campanha traduzia esta condição: "Só um louco faz um investimento acima de US$ 30 mil sem ouvir um especialista". Outras das frases criadas referiam-se à opção de o interessado pesquisar as ofertas sozinho: "É quase impossível sair lucrando num negócio em que você não é do ramo".

Roberto Capuano, presidente do Creci/SP considerou extremamente oportuna a campanha criada pelo O Estado de S. Paulo e disse que o momento era extremamente favorável devido ao crescimento do mercado imobiliário.

Também foram realizadas outras campanhas pelo jornal nas décadas de 70 e 80, entretanto a que despertou maior interesse foi realizada em 1994, por ser a que fala diretamente sobre o profissional. O interesse foi tão grande que os Corretores transformaram os cartazes distribuídos pelo jornal em quadros e colocaram nas suas imobiliárias. O jornal O Estado de S. Paulo distribuiu mais de 36 mil malas-diretas - posteres.

A parceria entre o Estadão e os Corretores de Imóveis continua, com o apoio à Central de Operações Imobiliárias - COI, inaugurada em 24 de abril de 1997 e considerada um marco de modernidade para a profissão.

Os Corretores de Imóveis que participarem do sistema terão vantagens exclusivas, como a facilidade em anunciar nos Classificados, utilizando a própria tela de serviços da COI.

Também foram preparadas peças publicitárias, que serão veiculadas no jornal e nas emissoras de televisão, valorizando a exclusividade de vendas, a central e a própria atividade profissional.

Campanha pela Exclusividade

Creci 2ª Região fecha acordo com os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de São Paulo para publicação de anúncios em prol da adoção do contrato de exclusividade.

Comercializar o imóvel por meio do contrato escrito, dando exclusividade para uma única imobiliária ou Corretor de Imóveis, conforme determina a Resolução nº 458/95 do Cofeci, já é uma realidade em São Paulo. Prática adotada por 100% dos profissionais paranaenses, na capital paulista e nos demais Estados brasileiros, o índice de adesão já atinge 85%.

Após uma intensa campanha de esclarecimento, o Creci 2ª Região/SP deu início a uma verdadeira operação de guerra, multando todos aqueles que anunciassem sem o contrato de exclusividade. Algumas empresas protestaram, mas a maioria aprovou a atuação do conselho, verificando que estava sendo cumprida uma determinação que beneficia toda a categoria. Aos poucos, a "Opção de Venda", como é carinhosamente chamada pelos Corretores mais antigos, foi se tornando comum. Grandes empresas, como a Coelho da Fonseca, Lopes, Leardi, Camargo Dias, Mappin e Kauffmann passaram a incluir frases em prol da exclusividade em seus anúncios.

Parceria

O jornal O Estado de S. Paulo fechou um acordo de colaboração com o Creci 2ª Região/SP pelo qual estão sendo publicadas, gratuitamente, sessenta páginas inteiras, esclarecendo e incentivando a população a assinar o contrato de exclusividade para a comercialização de imóveis. A Folha de S. Paulo também aderiu à campanha. "Caso fôssemos pagar por este espaço, o Creci teria um custo de R$ 2 a R$ 3 milhões. O apoio dos dois jornais mais importantes do país mostra que, apesar de aparentemente os interesses comerciais e a exclusividade parecerem antagônicos, existe um consenso de que este é o futuro do mercado imobiliário", explica Capuano.

Esta opinião é compartilhada por Marcos Nogueira de Sá, diretor comercial do grupo Estado. "Nossa parceria com o Creci e o Sindicato é antiga. Nos últimos cinco anos vínhamos acompanhando as discussões sobre a exclusividade. Após a aprovação da resolução do Cofeci, tornando-a obrigatória, passamos a realizar diversas ações em sua defesa", explica Marcos. Ele acredita que esta medida vai organizar melhor o mercado, trazer maior dedicação na comercialização do imóvel por parte das imobiliárias e dos Corretores e também maior segurança na sua divulgação.

O texto do anúncio foi elaborado pela diretoria do Creci. Seu objetivo é mostrar que ao convidar diversas imobiliárias e Corretores, na verdade o consumidor está se enganando. Que a oferta múltipla é negativa e desvaloriza o patrimônio, confirma Capuano. Os primeiros resultados já começam a surgir, com a adesão em massa dos pequenos e médios empresários. Percebemos que a não-adoção acontece apenas entre aqueles que não trabalham com seriedade, finaliza.

 

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